semcomentarios - Alto Paraiso de Goiás — 13/04/2008, 23:48

Sacola plástica, uma solução ou um pesadelo ?

 15-04-08

Embalagens biodegradáveis são as que usam uma nova classe de materiais a base de bioplásticos compostáveis. O bioplástico é feito de batata, milho, cana de açucar, mandioca, soja, girassol…
Esse biopolímero é reciclável e pode usar praticamente os mesmos equipamentos de transformação dos plásticos convencionais.
São fundamentais para auxiliar a compostagem, pois estas sacolas, depois de usadas, podem embalar o lixo da cozinha, produzindo uma degradação perfeita.
O bioplástico é novidade para o consumidor e muita coisa ainda precisa ser feita, como sinalização e cores específicas para ser possível diferenciar uma sacola biodegradável de uma comum, feita a partir de petróleo.

Muito cuidado para não confundir com as sacolas oxi-degradáveis. Neste caso, adiciona-se ao plástico um aditivo que o degrada após um certo tempo e condições.
O plástico não deixa de existir, ele vira uma poluição invisível que continua agindo no solo e nas águas, com resultados certamente piores que os plásticos atuais.
Não posso deixar de dizer, como entusiasta da reciclagem, que é um desperdício interromper o ciclo de vida de um plástico comum adicionando aditivos oxidáveis, quando poderia ser reciclado e continuar virando sacola.

Resumindo:
- Sacolas biodegradáveis feitas de bioplástico são importantes na economia de petróleo, no auxílio à reciclagem natural (compostagem);

- Sacolas oxi-degradáveis NÃO DEVEM  ser consideradas biodegradáveis,  transformam o resíduo em um lixo invisível e diminuem o ciclo de vida do plástico.

Com certeza temos que repensar o uso das sacolinhas em nossas vidas. Podemos reduzir, usando as sacolas retornáveis que estão virando moda, devemos praticar a coleta seletiva , permitindo a reciclagem das sacolas de plástico e iniciar um movimento para incentivar a compostagem e o uso de sacolas biodegradáveis de fonte renovável (agrícola) como sacos de lixo da cozinha (restos de alimentos, varrição, etc.).

11-04-08

———- Forwarded message ———-
From: Alto Paraíso On Line <altoparaisoonline@gmail.com>
Date: 11/04/2008 21:09
Subject: ENGODO PLASTIFICADO
To: PRAMAN <altoparaisoonline@gmail.com>

Engodo plastificado

Por Xico Graziano
Folha de São Paulo - 27/07/2007

O governo do Estado de SP veta o projeto de lei que obrigava todo comerciante a usar sacolas erroneamente chamadas de ecológicas

Por Xico Graziano
Folha de São Paulo - 27/07/2007
O Diário Oficial de hoje publica o veto do governo do Estado de São Paulo ao
projeto de lei 534/07, que obrigava todo comerciante a usar sacolas erroneamente chamadas de ecológicas. A partir de um plástico modificado que, na química, é conhecido pelo nome de polímero oxibiodegradável, surgiram sacolas plásticas "ecológicas". Aparentemente, a causa é boa. Mas o projeto é um engodo técnico e uma marotice política. Um projeto semelhante foi aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo e vetado pelo prefeito Gilberto Kassab.Polímeros são macromoléculas derivadas do petróleo, muito estáveis, que demoram séculos para se degradarem no meio ambiente. Para contornar essa persistência, tecnologia baseada em aditivos químicos acelera a reação do polímero com o oxigênio do ar, formando novos compostos. Tal plástico modificado, embora se degrade mais rapidamente do que o comum, continua contaminando o meio ambiente de forma agressiva, em razão dos catalisadores empregados, derivados de metais pesados como níquel, cobalto e manganês.Traduzindo em português claro, a tecnologia permite que o plástico se esfarele em pequenas partículas, até desaparecer ao olho nu, mas continua presente na natureza, agora disfarçado pelo tamanho reduzido. Com um sério agravante. Quando vier a ser atacado pela ação dos microrganismos, irá liberar, além de gases de efeito estufa, como CO2 e metano, metais pesados e outros compostos inexistentes no plástico comum. Pigmentos de tintas, utilizados nos rótulos, também se misturarão ao solo.O efeito do projeto de lei vetado seria visual, e não ecológico, portanto. A questão fundamental não reside em caracterizar um produto como biodegradável ou não. Esgotos domésticos são essencialmente formados por materiais orgânicos biodegradáveis, mas se tornaram os maiores poluentes de nossos rios. As sacolas plásticas oxibiodegradáveis se decompõem mais cedo na natureza que as de plástico comum. Poderão, entretanto, causar um efeito contrário na educação ambiental, induzindo a sociedade a relaxar o zelo na disposição dos detritos urbanos.

A saída correta para o problema dos resíduos sólidos reside no consumo sustentável, que levará ao lixo mínimo. A reciclagem, a compostagem e a valorização energética são fundamentais nesse processo educativo. Produtos oxibiodegradáveis dissimulam o problema, varrendo a sujeira para baixo do tapete. Por essas razões, a Prefeitura de São Paulo, em 23/6, vetou projeto de lei que obrigava o uso de tais sacolinhas plásticas na capital. No mesmo sentido, a Secretaria do Meio Ambiente recomendou ao governador José Serra o veto a semelhante iniciativa aprovada, por acordo, sem votação, na Assembléia Legislativa. Repita-se: o projeto de lei torna obrigatório o uso do novo plástico. Esquisito, parece lobby de interesse privado.Curiosamente sempre se originam de parlamentares do PT os incisivos projetos de lei, que se esparramam alhures. Ora, se o partido do presidente da República realmente julgar que essa alternativa do plástico oxibiodegradável é a melhor, poderia remeter o tema à discussão do Congresso Nacional. A matéria exige legislação nacional. Não houvesse outro, esse seria um motivo para o veto.É indevido querer obrigar comerciantes paulistas a utilizar tal material. Não faz sentido privilegiar uma tecnologia contestada por cientistas e ambientalistas. É instrutivo saber que nem Inglaterra e Canadá, países que desenvolveram essas poliolefinas e demais aditivos oxidegradantes, adotaram a tecnologia. Se efetivamente os inventores das novas sacolinhas tivessem "neutralizado" o plástico, o mercado mundial as teria adotado. Nem precisaria de lei. Estima-se que o mundo utilize 1 milhão de sacolas plásticas por minuto. Em São Paulo, 18% do lixo é composto desse material. É um enorme problema ambiental. A substituição do plástico derivado de petróleo por sucedâneo ecologicamente correto depende da inovação tecnológica.Em São Paulo, pesquisas de ponta, apoiadas pela Fapesp - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo -, em parceria com a iniciativa privada, buscam viabilizar o biopolímero oriundo de fontes renováveis de energia, como milho e cana-de-açúcar. Esses biopolímeros, sim, serão os plásticos do futuro, capazes de livrar a sociedade de montanhas de detritos. O marketing que privilegia o sumiço efêmero do lixo plástico serve à indústria petroquímica mundial. Daqui se origina o efeito estufa do planeta, exigindo mudanças profundas no uso da energia fóssil e seus sucedâneos. Nesse processo, inexistem soluções milagrosas, que apenas mascaram o dilema ambiental da humanidade. O resto é perfumaria.

14-04-08


Saco de plástico ou saca o papel?

Sr.Jajá, sugere uma maior reflexão sobre o tema !!!

Em Portugal é usual aplicar a mesma receita para todos os problemas: “A mais fácil”.

Problema, os sacos de plástico poluem o ambiente e as pessoas não fazem um uso racional dos mesmos! Solução, taxa de 5 cêntimos por saco!

Em casa reutilizamos os sacos de plástico para por exemplo colocar o lixo! Lá vamos ter de passar a comprar sacos de lixo ou deitar o lixo directamente no contentor e depois gastar água (um bem cada vez mais precioso) a lavar os caixotes do lixo!

Porque não 2 euros? Já que é para moralizar e castigar que seja a sério.

Já começa a ser banal a solução, ou proibir ou uma multa ou uma taxa ou imposto. E muitas vezes combinado, imposto sobre a taxa ou multa e proibição!

A floresta arde, multa para quem não cuida da floresta e água para apagar o fogo. Porque não ordenar a floresta e cuidar da mesma a começar pelas matas nacionais?

Há muitos acidentes e mortes nas estradas. Multas a torto e direito. Porque não apostar no civismo e promover uma atitude de responsabilidade?

Excesso de doentes nos hospitais! Taxas moderadoras. O que vale é que só pagamos por dois motivos: por tudo e por nada.

E se evoluíssemos de soluções fáceis, imediatas e de força bruta para soluções baseadas na responsabilidade, liberdade, racionalidade, inteligência, criatividade e premiar pela positiva?

Por exemplo, desconto nas taxas de esgoto e saneamentos para quem faz reciclagem!

Claro que este tipo de soluções dá mais trabalho. Mas talvez seja aquilo que dá mais trabalho que seja o mais duradoiro e eficaz

Fazer xixi de helicóptero para cima dos incêndios, aumentar o preço dos transportes e aplicar taxas e multas é equivalente à avestruz que enterra a cabeça na areia e ignora as causas e raízes dos problemas. É um chuto para a frente e assobiar para o ar.

Na cultura do desenrasca, tão querida dos portugueses, é sempre uma boa solução a primeira e mais imediata. Saca ou saco? Saco eu ou sacas tu?

Publicação: Thursday, December 13, 2007 11:25 PM por solido

Arquivado em: Vida, Governo, Impostos, soluções, taxas


15/04/08

 ———- Forwarded message ———-From: Alto Paraíso On Line <altoparaisoonline@gmail.com>Date: 15/04/2008 20:44Subject: ACIAP não vai aderir ao TACTo: PRAMAN <altoparaisoonline@gmail.com>  ACIAP Associação Comercial e Industrial de Alto ParaísoAlto Paraíso de Goiás, 15 de abril de 2008 Ilmo.sr. Dr. Frederico Augusto de Oliveira Santos DD. Promotor de Justiça de Alto Paraíso  A Associação Comercial e Industrial de Alto Paraíso – ACIAP, realizou no último dia 10/04/2008, reunião com todo o setor comercial (Associados e não associados) e de forma democrática ouviu todos os empresários sobre a questão da substituição das sacolas plásticas por outras biodegradáveis.Ao final da reunião foram tomadas as seguintes decisões sobre a questão:a)     Não aderir ao TAC nem a convenção coletiva proposta por esta promotoria, sendo que aqueles empresários que assim desejarem farão a adesão individualmente.b)     Encaminhar a esta promotoria matérias referentes ao único tipo de sacolas disponíveis para venda, as chamadas Oxi-biodegradaveis que são de alto risco ambiental podendo contaminar o lençol freático, sendo consideradas cancerígenas.c)      Não encontramos as sacolas realmente biodegradáveis conforme é de interesse desta promotoria. Mas nos colocamos a disposição para caso existam, avaliar a viabilidade de seu uso.d)     Vamos promover uma campanha educativa no sentido de criar o hábito de uso de sacolas retornáveis, pois são as únicas realmente seguras, existem inclusive empresários interessados em doar sacolas retornáveis com suas propagandas.e)     A diretoria se coloca a disposição para se reunir com esta promotoria a fim de esclarecer quaisquer dúvidas sobre as questões acima.O presidente do COMDEMA Sr. Marcus Saboya e o vereador Dada, presentes a reunião, sugeriram com concordância unânime dos presentes que é muito importante primeiramente definir um local para que possa ser compostado o lixo orgânico e conjuntamente ser implantada a coleta seletiva, a fim de proporcionar o total reaproveitamento do lixo evitando os atuais problemas de limpeza urbana do município. Diga-se de passagem que o próprio MPE em conjunto com o MPF fez uma recomendação formal para que a Prefeitura Municipal definisse o novo local para servir de aterro sanitário e em seguida apresentasse o respectivo projeto de implantação. A questão até hoje encontra-se sem nenhuma solução. Nos colocamos a sua inteira disposição 

Atenciosamente

Antonio Vieira (Praman)

Presidente da ACIAP

 


Não Há Comentários »

Alimentação RSS de comentários a este artigo. URI do TrackBack.

Ainda não há comentários.

Deixe um comentário

Quebras de linha e parágrafo automáticas, seu endereço de e-mail nunca será mostrado, HTML permitido: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Escreva a palavra que esta na imagem de forma a validar o seu comentrio.
Imagem Anti-Spam